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2.1.13

SHADES OF GREY: ILUSÃO OU REALIDADE?

Há muito admito minha predileção por lugares que seguem majestosos apesar do tempo. Um encantamento que, muitas vezes, me faz sentir como se estivesse voltando do futuro para registrar tais momentos.
NÃO SAIO ÀS RUAS COM O OBJETIVO DE FOTOGRAFAR COISAS DO TIPO. SIMPLESMENTE É O CONTEXTO QUE ME REMETE. FOI ASSIM, POR EXEMPLO, NO CHILE;
EM COLONIA DEL SACRAMENTO, QUANDO ENTREI NO RESTAURANTE MÉSON DE LA PLAZA OU ME DEPAREI COM ESSE MODELO DE CARRO QUE JÁ ERA ANTIGO QUANDO NASCI.
EM SÃO PAULO, QUEM PODERÁ DIZER, SEM OBSERVAR COM BASTANTE ATENÇÃO, QUE A ESTAÇÃO DA LUZ  FOI FOTOGRAFADA EM 2012?
O QUE DIZER DE PARIS? OK, PARIS É COVARDIA. MAS BASTA ESQUECER QUE A TORRE EIFFEL NEM SEMPRE TEVE ILUMINAÇÃO QUE ESTAREMOS EM 1889, NA SUA INAUGURAÇÃO.
 E ASSIM VAMOS NÓS VIAJANDO NO TEMPO. SEJA EM SÃO FRANCISCO DO SUL (SC)
OU EM ANTONINA (PR). O MAIS LEGAL DISSO TUDO É EXERCITAR O OLHAR E IR  ALÉM DAQUILO QUE SE APRESENTA. NA MINHA OPINIÃO, ESSE É O ITEM ESSENCIAL, AQUELE QUE NÃO PODE FALTAR NA MALA DE QUALQUER VIAJANTE.
FOTOS MB

8.1.12

AQUILO QUE SÓ EXISTE EM BARCELONA


FOTO: MB - O FINAL DA RAMBLA

Com uma boa noite de sono a meu favor e após um café no Il Café di Francesco, o dia pode ser dedicado à Gaudí. São sete monumentos na cidade, declarados patrimonio mundial pela UNESCO: Parque Güell, Palácio Güell, Casa Milà (La Pedrera), Casa Vicens, Fachada da Natividade e cripta da Basílica da Sagrada Famíla, Casa Batlló e Cripta da Colónia Güell. Miró também deveria ser visto, mas no meu caso não havia tempo.

FOTO: MB - COTIDIANO EM BARCELONA - FILA PARA VISITAR LA PEDRERA E CONTAINERS NAS RUAS PARA O LIXO RECICLÁVEL

Caminhar pelo Passeig de Gracia* desde a Plaça Catalunya* é iniciar um roteiro que inclui, além de bancos, luminárias e lajotas assinadas por Gaudí, as Casas Batló e Milà. Esticando um pouquinho, dá para incluir a Casa Vincens e a Sagrada Família. Prepare-se para gastar mais de 60 euros em ingressos, além de filas e muita gente vendo a mesma coisa ao mesmo tempo.
  
FOTO: MB - CASA MILÁ - É BONITO PRA CARAMBA


Visitar a Basílica da Sagrada Família já vale a ida à Barcelona. É um lugar de detalhes e surpresas, que pode demandar horas, dias de descobertas e de observação. Se puder, vá!
 
FOTO MB; SAGRADA FAMILIA - A FLORESTA DE GAUDÍ
 
Chegar ao Parque Güel é uma aventura à parte, se você for como eu fui, utilizando o metro (Vallcarca) e entrando no Parque "pelos fundos", utilizando as escaleras mecanicas de la Baixada de la Gloria -encravado numa região residencial, as íngremes ladeiras de acesso ao Parque são entremeadas por escadas rolantes a céu aberto -; Adorei!
 
FOTO: MB -  BAIXADA DE LA GLORIA 

SERVIÇO:
Palau Güel - Carrer Nou de la Rambla, 3-5 - 10 euros
Casa Vincens - Calle les Carolines, 24 - não é possível visitar o interior
Casa Batló - P. Gràcia, 43 - 18 euros
Casa Milà - Calle Provença, 261-265, esquina com P. Gràcia - 14 euros
Sagrada Família - Calle Mallorca, 401 - 20 euros [visita guiada + audioguia + museu]. Vale a fila e o preço!
Parque Güel - Calle Olot, 7 - gratuito
Il Café di Francesco - Carrer de Provença, 245


FOTO: MB -  PARQUE GÜEL

OUTROS ROTEIROS DE ARTE E CULTURA

* em catalão

7.1.12

ARQUITETURA E HISTÓRIA NA CIDADE VELHA

FOTO MB: A CIDADE VISTA DO PARQUE GÜEL

TAPAS E O BAIRRO GÓTICO
Menos de duas horas depois de desembargar no del Prat e livre da bagagem, eu já caminhava pelo bairro Gótico. Foi o primeiro contato com a Cidade Velha, formada pelos bairros Raval, Gótico, Ribeira e Barceloneta. Muito, muito interessante! Logo no início da caminhada, a partir da Rambla, me deparei com a Catedral Gótica e os vestígios das muralhas romanas. Depois, "me perdendo" por ruas tortuosas até o El Call (quarteirão judaico) e por becos quietos, onde a luz do sol só atinge os telhados, foi como participar de um filme de época.

FOTO: MB - REPARE A PINTURA DOS TIJOLOS NAS PAREDES

Os prédios foram construídos no século XV  e hoje abrigam lojas de moda e de design de jóias, brechós, cafés e bares, além de residencias nos andares superiores. Não é raro ver roupa secando e plantas nas sacadas, em convívio harmonioso com a história do Els Quatre Gats, por exemplo. 

FOTOS: MB - DETALHES QUE GOSTEI

Foi assim que  cheguei ao Cala del Vermut para saborear aquilo que chamei de rodízio de tapas caseiras que me foi servido pela proprietária quando não fui capaz de escolher apenas um tipo de tapeo. Muito simpático. Ela organizou em uma travessa  os quitutes disponí-veis no momento: calabacines y berenjenas, anchoas, chistorra, boquerones, calamares, banderillas de pulpo, bombas, croquetas de pollo, champiñones, papas bravas e quesos. Não, não tomei vermut.

FOTO: MB - ENTRADA DO BAR DE TAPAS

24.12.11

BARCELONA EM DOIS DIAS

FOTO: MB - PASSEO DE GRÀCIA - AO FUNDO, A CASA BATLLÓ


Cheguei em Barcelona pela Easyjet e no Hostal Goya , de ônibus, quer dizer, de AEROBUS desde o aeroporto. Foi a primeira vez em um Hostal, e não me arrependi. A Plaça de Catalunya vervia, ocupada pelos politizados jovens "indignados”. Ainda assim, no ponto de partida de duas das principais avenidas (la Rambla e Passeo de Gràcia), um telão calou as palavras de ordem dos manifestantes que assistiram a conquista de mais um título do Barcelona [sim, foi por ganhar a Champions League da UEFA naquele final de semana que o Barcelona jogou o Mundial de Clubes e desbancou o Santos de Neymar... Mas isso é outra história].


FOTO: MB - MERCADO NA RAMBLA

SOBRE O HOSTAL:
A indicação veio do Tripadvisor e de relatos de viajeiros experientes. Além da excelente localização (distante 1 quarteirão da Praça Catalunya, onde tem metro, ônibus para o aeroporto, FNAC, El Corte Inglés etc) era limpo e novo. A suíte tinha ducha e banheira, ar condicionado, café, água, chás e internet disponíveis. O serviço de quarto era diário. No outro lado da calçada, um café especial, com doces e salgados de dar água na boca!

SOBRE A CIDADE:
Barcelona tem os seus encantos. Como o tempo foi curto... gostei do que vi, mas não teve gostinho de quero mais.

LINKS DA VIAGEM:
http://lidoefeito.blogspot.com.br/2012/01/aquilo-que-so-existe-em-barcelona.html
http://www.lidoefeito.blogspot.com.br/2012/01/arquitetura-e-historia-na-cidade-velha.html

20.12.11

MARAIS: O TÚNEL DO TEMPO


FOTO MB: RUE DE SÉVIGNÉ - ENTRADA PARA A PLACE DES VOSGES

Caminhar pelo Marais é pra lá de agradável. Visitar a Place de Vosges, que está lá desde que foi construída por Henry IV (1609), foi o mesmo que brincar de túnel do tempo: são 36 casas, inclusive a de Victor Hugo (Hôtel de Rohan-Guéménée). Uma visita ao Museu Carnavalet (Hôtel Carnavalet - 23 rue de Sévigné), é uma aula sobre o cotidiano histórico da cidade e de arquitetura. Por lá estão outras ex-casas da nobreza francesa, ou seja, sem o toque de Haussmann, transformadas em Hotel d’Albret, Hotel de Coulanges, Hotel Lamoignon (com a biblioteca histórica) e o Hotel Donon (Museu Cognacq-Jay).

FOTO MB: O comércio atrai os frequentadores da região central, jovens descolados e executivos. Ou seja, apesar das lojas terem fachadas preservadas (na cidade, elas são classificadas) o que se encontra dentro agrada aos paladares mais modernos.

24.11.11

O DIAS DAS FEIRAS LIVRES, SACRÉ-COEUR E MOULIN ROUGE


FOTO: MB

Planejei uma ida ao Sacré-Coeur. Já havia assistido parte de uma missa na Notre Dame, com coral e texto em latim, e fiquei encantada. No caminho, pelo Boulevard Richard Lenoir, encontrei o MARCHÉ BASTILLE. Marché em Paris é uma instituição e como meu princípio básico de viagem é desfrutar do cotidiano da cidade parei ali para conhecer. Eu, que sou fã de feira livre, me lambuzei. Achei lindo, grande e colorido, com seus produtos típicos regionais, várias barracas de produtos turcos, comidinhas, frutos do mar, frios etc. De algumas barracas, ofereciam "provas" e buscavam saber de onde eu vinha. "Brasil! Ronaldo!", diziam. Basta dizer que perdi a hora da missa! Sacré-Coeur foi adiado para o dia seguinte, sem a sensação de perda.


FOTO: MB - Abesses

No dia seguinte, saí do hotel sabendo que deveria buscar as estações Anvers ou Abesses (ambas próximas ao Funiculaire de Montmartre, já que queria me poupar das escadarias). Escolhi Anvers. Gracinha de lugar, famoso pelos seus pintores e por seus cabarés, é de Montmartre que se tem a melhor vista de Paris. A missa e o interior da Igreja não me causou encantamento, já a caminhada pela rua da esquerda, até chegar na praça do Tertre (dos pintores), subir e descer as outras escadarias do bairro, a Rue Lepic e o seu Moulin de Lagale, a Praça Blanche (a do Moulin Rouge) no boulevard de Clichy, a praça des Abbesses (estação de metro lindinha e o carrossel) e as ruas de comércio de acabamentos e de tecidos (o mercado Saint Pierre), é o máximo. Até o cemitério vale uma espiadinha.


FOTO: MB - SIM, PAGUEI ESSE MICO

Para completar a tarde-noite, era dia de MARCHÉ ANVERS. Entre as dezenas de barracas de queijos, manteigas, foie gras, embutidos, legumes, frutas e mel, destacou-se a de comida de Daomé (Reino africano situado onde hoje é o Benin). Sim, foi assim que o "feirante" denominou a comida: bolinho de feijão, camarão frito, pamonha de milho, aipim frito... tudo feito na hora, colocado em saquinhos de papel e pesado na nossa frente. Pasmem, um enorme camarão empanado = 2,50 euros.
.................................
MARCHÉ BASTILLE  - Boulevard Richard Lenoir - entre rue Amelin e rue Saint Sabin - quinta-feira de 7h às 14:30h e aos sábados de 7h às 15h. Metro Bastille.
MARCHÉ ANVERS - Anvers - sexta-feira de 15h a 20:30h
todos os marchés http://www.evous.fr/Les-marches-d-apres-midi-a-Paris,1111468.html

21.8.11

A PARIS DO MEU IMAGINÁRIO: ILE DE LA CITÉ E SAINT-LOUIS

Para Notre-Dame, a estação de metro é a Cité. Mas, quer saber? Desça na Bastille, caminhe alguns minutos pela Henri IV, atravesse a Pont de Sully para a Ile Saint-Louis e siga ora beirando o Sena ora pela Rue Saint-Louis en L´ile para um primeiro contato com o colorido quartier latin. Atravesse a Pont Saint Louis e estará na Ile de La Cité para visitar Notre-Dame, Sainte Chapelle, a Prefeitura de Paris, Conciergerie...
É por por essas bandas que encontrarás o couscous gratuito...


Floriculturas especiais...


A livraria charmosa...


Os prédios tortos...

FOTOS: MB

O "Au 60" (60 Rue St Louis en L'ile) para encontrar objetos de decoração e presentes charmosos... A Pylones, com os seus objetos de design divertido (57 Rue St Louis en L'ile)...
Ou seja, por tudo isso, foi aqui que encontrei a Paris que sempre imaginei.

NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UMA ABERCROMBIE

Pois é, no início de maio a loja havia sido inaugurada. A quarta, da Europa. Havia fila para entrar. Na porta do belíssimo casarão, um modelo posava para fotos com quem desejasse sair dali com uma polaroide de recordação. Nunca vi nada igual: O conceito da loja é muito estranho para quem tem mais de 30 anos. Só me recuperei depois de caminhar pela Avenue Montaigne, que além de marcas como Chanel, Vuitton, Valentino e Prada, tem prédios belíssimos construídos para a elite parisiense na década de 40.

FOTO: MB - na entrada da Abercrombie

Depois de uma passadinha no hotel e novamente consultando o mapa do metro, a estação escolhida foi a Louvre-Rivoli. O objetivo era concluir a caminhada iniciada pela manhã (desde o Arco do Triunfo), agora partindo do Louvre.

AH, O LOUVRE!

FOTO: MB

A região entre o Louvre e o Palais Royal é encantamento para um dia inteirinho. Desde a Place Concorde, passando pela Place Vendôme e a Igreja de Madeleine, a cidade ferve. Também por ali, estão as ruas Rivoli, Saint-Honoré, Faubourg Saint Honoré, Royale e Des Capucines. Pelo caminho verás (e saborearás) muito da gastronomia de Paris: Fauchon, Ladurée, Angelina e Hédiard.
FOTO MB: MACARRONS DA LADURÈE

VEJA TAMBÉM OUTRAS IMAGENS QUE IDENTIFICAM PARIS

23.7.11

CORES DA NOITE DE PARIS

FOTO MB

É primavera. Não poderia ser diferente: uma caminhada de 6km, o equivalente a metade da extensão do Sena, na rive gauche durante o por do sol. No trajeto, é possível ir e vir, descer e subir por algumas das 37 pontes que atravessam o rio. Caminhar entre a Pont Neuf e a Pont de L’Alma já é o suficiente para ver Paris mudando de cor, tendo como guia o espetáculo de luzes da Torre Eiffel.

FOTO MB

Na Pont des Arts, jura-se amor eterno, ainda que se tenha esquecido de levar um cadeado. Sobre os arcos em ferro da Pont Du Carrousel, diz-se um “até breve” ao Louvre e segue-se até a Pont Royal, revendo as Tuileries, as cúpulas iluminadas do Musée de l'Orangerie e do d’Orsay. Na Pont de la Concorde, eu já estava arrependida de partir na manhã seguinte. Acabei de pensar e já avistei a Pont Alexandre III.

FOTO MB

Dela, linda e iluminada, na hora cheia, vê-se a Dama de Ferro piscar como se fosse feita de vagalumes e o teto de vidro e ferro do Grand Palais. Mais alguns passos, quase na Pont des Invalides, decidi voltar para a Bastille. Ainda assim, caminhei até a Pont de l’Alma para seguir pela Montaigne até o metro na Champs Elysées.

FOTO MB

 A PRIMEIRA TARDE - NOITE EM PARIS

2.7.11

TRÈS PARISIEN


Paris não é para turistas. 
Tem rotina, tem personalidade, tem a capacidade de encantar por si só.

SOBRE PARIS, TEM MAIS AQUI

1.7.11

BOUNJOUR, MADAME


FOTO MB 

Meus planos de petit déjeuner típico francês caiu por terra diante da oferta. Sem a menor cerimônia, provei de tudo um pouco: crepe, pão crocante, croissant, pain raisin e pain au chocolat, mel, iogurte, fruta em geléia, suco e salada. Nada tão exagerado, já que a meta do dia era percorrer o roteiro de 9,5km  indicado pelo Guia 1 do Conexão Paris, em uma caminhada entre o Arco do Triunfo e o Palais Royal.

Depois do café, o mapa do metro já estava fácil: para o Arco do Triunfo, estação Charles de Gaule - Etoile, para o final da Champs Elysées, no Rond-Point, a Franklin Roosevelt. Alguns passos dali está a Place de La Concorde com o Obelisco, antes do Jardin des Tuileries (a antiga fábrica de telhas) e de onde já é possível ver o Louvre. Depois de uma rápida subida no Arco para visualizar a “estrela” e entender o urbanismo monumental de Haussmann, segui pela Champs Elysées. Por pouco não vi a discreta placa indicativa da moradia de Santos Dumont e o Cabaret Lido.



20.6.11

A PRIMEIRA TARDE-NOITE EM PARIS

FOTO MB: CHAMP DE MARS

Cheguei em Paris quando o dia tem 14 horas e o verão ainda não começou. Seis da tarde, check-in feito, mapa na mão, sai para ver o Sena. A lição numero 1 me foi dada por uma jovem parisiense très simpática: para chegar na Torre Eiffel – Champ de Mars, atravessando o Sena, desça na estação Trocadéro. Foi assim que cheguei na Colina de Chaillot, onde havia o Convento da Visitação, destruído durante a Revolução. É nessa esplanada dos “Direitos do Homem” que está o Palais de Chailot, local da Assembléia da ONU que adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Em seguida, o Jardim de Trocadéro, que desce até o Sena. Atravessei a Pont d'Léna e estava no Champ de Mars com a sua Torre. Pequena aos meus olhos, linda em sua base, única em sua arquitetura. Uma fila formada por mais de 300 pessoas e a perspectiva de demorar mais de duas horas para chegar ao seu topo me fez optar por vislumbrar a cidade do chão. Assim foi feito. Atravessei o Champ de Mars até a Escola Militar, admirando à esquerda, a cúpula da Igreja Saint Louis, parte do complexo Des Invalides que é formado também pelo Museu de Armas e onde está o túmulo de Napoleão.

FOTO MB: DES INVALIDES

NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UM CARREFOUR CITY

Como ainda havia luz natural, o adiantado da hora só se fez notar diante do Carrefour City. Os parisienses entravam na loja para comprar o jantar, antes de seguirem para casa. Fiz o mesmo. Salada de penne com brocolis e salmão defumado, temperada com basílico e molho de limão (menos de 4 euros); comprei também foie gras (só porque adoro, pois a salada era suficiente para uma refeição) e um refrigerante. Era tudo o que eu queria às dez horas da noite, de um dia que começou 24 horas antes, no outro "lado" do Atlântico.

PARIS NA PRIMAVERA: YES, WE CAN.

Há poucos dias estive em Paris. Foi planejado? Não como deveria. Foi como sugere a série Europa a 50 euros por dia? Nem todos os dias. Foi, sim, uma viagem contemplativa e, acima de tudo, sublime. Vou contar tim-tim por tim-tim.

FOTO MB: DETALHE DA FACHADA DE NOTRE-DAME

O INÍCIO DA HISTÓRIA

Certo dia eu cismei que só iria para Europa se fosse utilizando milhas aéreas. Capricho, eu sei, mas foi assim que eu fui. O passo seguinte foi determinar o número de dias. Aí, entrou em cena o capricho de numero 2: deveria equivaler ao valor da passagem aérea, se paga. Uma conta rápida, considerando um hotel simples, bem localizado e com café da manhã opcional, indicou 4 noites em Paris e... 2 noites em Barcelona, voando low cost (capricho de numero 3). Pronto, passou um pouquinho da conta inicial, mas estava formatada a minha viagem ao continente europeu.



FOTO MB

ENTRE MOCHILA E MALA DE RODINHAS

Como a opção foi por uma viagem de apresentação (não se conhece Paris e Barcelona de uma só vez) e o meu jeito de viajar não se aproxima muito do turismo tradicional oferecido por agência de viagem, desembarquei no CDG no início da tarde e a primeira providência foi comprar o Paris Visite, por 5 dias, para a zona 1-6. Isso me garantiu circulação livre entre a cidade e arredores (inclusive Disney, La Vallée Village e Versailles), que acabei não utilizando. No terminal 1 do CDG, tomei o transporte do aeroporto até o terminal 3, para embarcar no trem até a Gare Du Nord. De lá, após trocar de linha, segui até a estação mais próxima do hotel – Bréget – Sabin, no 11e. arrondissement.

Saiba que sair do aeroporto de trem é mais comum do que se pode imaginar: viajei com executivos parisienses, turistas americanos e japoneses, gente, aparentemente, bastante familiarizada com a cidade. O custo-benefício é bom, cerca de 40 minutos e poucos euros, contra os 20 minutos e 17 euros gastos com o shuttle contratado para a volta. O ponto negativo é a escadaria típica do metro parisiense. O que para mim nem foi problema, pois acredito que em Paris a gente chega com a mala vazia, certo? Fui elogiada no check-in da TAM, pois minha linda mala nova e vermelha da Lansay pesou menos de 10kg.
  
O RESTANTE DA HISTÓRIA ESTÁ AQUI    AQUI    MAIS UM POUQUINHO AQUI    .... E AQUI