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2.5.13

IGREJAS DO CENTRO HISTÓRICO DE LIMA: SÃO MUITAS, MAS ESSAS VOCÊS DEVEM CONHECER!



FOTO MB: SÃO PEDRO (COMPANHIA DE JESUS)
Quando chego pela primeira vez em uma cidade procuro visitar igrejas de diferentes Ordens Religiosas, pois gosto de reconhecer suas características e compará-las com as de outros locais. Foi assim que cheguei até a Igreja de São Pedro. Fora do circuito igreja-museu, nela não se paga ingresso, não há convento e nem visita guiada, mas é belíssima. Talvez por isso a estátua de Victor Belaúnde aponte para ela. Do outro lado da rua, num anexo do Ministério das Relações Exteriores, fica o Centro Cultural Inca Garcilaso. Lá estava a exposição WOMANKIND, da artista peruana María María Acha-Kutscher, depois de passar pelo México, Alemanha e Espanha.


FOTO MB: SÃO DOMINGOS (PREGADORES / DOMINICANOS)
Por essa igreja-convento do século XVI passaram os santos peruanos Santa Rosa de Lima, San Martin de Porres e San Juan Macías. O ingresso custa 5 soles, mas os guias são independentes e não estipulam o valor para a caminhada feita pelos claustros decorados com azulejos sevilhanos (esse aí traz a data - 1606) e cedro da Nicarágua. Lá foi criada a Universidade São Marco, inaugurada em 1551. Quem aprovava ou não os alunos era o Virrey em pessoa. Perto dali, aos sábados, acontece a feira gastronômica mais famosa da cidade, com apresentação de música e dança.


FOTO MB: SÃO FRANCISCO (FRANCISCANOS)
Erguida em 1540, é lá que está o Museu das Catacumbas, mais cedro entalhado e azulejos de Sevilha e uma tela da Santa Ceia datada de 1696, que retrata a ceia numa mesa redonda, a ausência de talheres e um cuy servido aos apóstolos. 
FOTO MB: NÃO É POSSÍVEL FOTOGRAFAR OS MUSEUS DE SÃO FRANCISCO. ENTÃO, O JEITO É PINTAR NA CALÇADA...

Caminhando um pouquinho mais é possível chegar ao Rio Rímac, que corta toda a cidade e a partir de onde Pizarro fundou Lima, em 1535. Mas, vamos combinar, só se você gostar muito de ver um rio. No entanto, as ruas daquela região guardam as características coloniais e são repletas de balcões – de cedro da Nicarágua. Parece que o centro conserva mais de 500 balcões talhados em cedro durante o século XVII. Além disso, vários restaurantes tradicionais estão naquela região.



FOTO MB: CATEDRAL DE LIMA E O MUSEO PAL ACIO ARZOBISPAL
Este é o terceiro prédio da Catedral construído no mesmo local, o que permite percorrer a arte religiosa dos séculos XVI ao XIX e observar o barroco e o neocolonial. Não estranhe se o som da banda do Palácio do Governo invadir esse espaço. Diariamente, ao meio dia, acontece a troca da guarda no Palácio ao lado. Aí, não tenha dúvidas em sair para admirar o espetáculo e retomar a visita aos Museus de onde parou.

28.12.12

OS IMPRESSIONISTAS NO CCBB-RJ ANTES DO VALE CULTURA

Em 2011 o Musée d'Orsay esteve parcialmente fechado para obras. Naquela ocasião, a Prefeitura de Paris organizou uma exposição para mostrar a cidade entre 1848 e 1914, registrada por gênios impressionistas: Boldini, Pissaro, Renoir, Monet, Degas, Toulouse-Lautrec, entre outros.

FOTO MB: FACHADA DO CCBB-RJ

Um ano depois, voilà! Impressionismo - Paris e a modernidade está em terras estrangeiras. E em poucas terras, já que São Paulo, Rio de Janeiro e Madri foram as escolhidas. Não precisa dizer que é imperdível para quem conhece e para quem não conhece Paris.


FOTO MB: NO TÉRREO É POSSÍVEL FOTOGRAFAR OS CENÁRIOS

A exemplo do Musée d’Orsay, também não permitem tirar fotos lá dentro. Mas, obras de arte podem ser apreciadas e guardadas na memória da gente. Então, vai perder?


Texto de apresentação da Curadoria do Museu:

Enquanto a velha Paris se apaga sob a influência do barão Haussmann, os pintores Jongkind e Lépine, Manet e Degas, Monet e Renoir, Pissarro e Gauguin, apaixonam-se pela cidade e pela sua vida frenética. Novos temas surgem para os artistas, com boulevards, ruas e pontes animados por um movimento incessante, jardins públicos, vibrantes mercados cobertos e a céu aberto, retraçados sob o céu cinza, bem como grandes lojas e vitrines, iluminadas a gás ou eletricidade, estações de trem, cafés, teatros e circos, corridas, sem falar dos bailes e noitadas mundanas...

Através destes lugares, os artistas pintam igualmente todas as camadas da sociedade: austeras famílias burguesas na obra de Fantin-Latour, burguesia mais elegante e frequentadora dos lugares da moda, moças da fina sociedade tocando piano em Renoir, prostitutas que rodam a bolsinha e sobre as quais artistas como Degas, Toulouse-Lautrec ou Steinlen lançam um olhar livre de qualquer julgamento moral e até empático, como em Toulouse-Lautrec.

Entretanto, a atração pela natureza e o desejo de fugir da cidade também se manifestam de modo imperativo... São os mesmos artistas que se voltam para os temas mais “naturais” das cercanias de Paris (Monet, Bazile, Renoir, Sisley para Fontainebleau, Monet para Argenteuil, Pissarro para Pontoise…). A busca por novas aventuras picturais conduz ao refúgio na região do Midi (Van Gogh, Gauguin e Cézanne) ou na Bretanha (Gauguin, Bernard), ao passo que os artistas do movimento Nabi privilegiam a intimidade de universos interiores.


SERVIÇO:
Até 6 de janeiro de 2013
Centro Cultural Banco do Brasil - RJ  (o CCBB fica aberto até às 21:00hs) - entrada gratuita

Em fevereiro
Fundação Mapfre - Madri - de 6 de fevereiro a 25 de maio de 2013

Em julho
Musée d’Orsay - 1 rue de la Légion d’Honneur - 75007 - Paris 

3.12.12

BUENOS AIRES PARA QUEM VAI DE CARRO - POR ESTRADAS URUGUAIAS


Chegar em Montevideo de carro é bem fácil. Pela Ruta 9, rodovia que corta o país de oeste a leste, percorre-se cerca de 300 km até Maldonado. Mas, poucos quilômetros depois da fronteira com o Chuí, no distrito de Rocha, vale conhecer a Fortaleza de Santa Teresaconstruída por portugueses no século XVIII.

FOTO MB: MONUMENTO HISTÓRICO DO URUGUAI, A FORTALEZA PERMITE VISITAÇÃO PÚBLICA
FOTO MB: MONUMENTO HISTÓRICO DO URUGUAI, A FORTALEZA PERMITE VISITAÇÃO PÚBLICA

Sob o sol quente de janeiro, continuamos pela Ruta 9 parando apenas para abastecer até chegarmos em Punta del Este: cidade praiana, com as famosas (e belas) mansões de Maldonado, gente bonita e bronzeada. Ponto. Olhadinha rápida em Punta e mais duas horas de estrada até chegarmos em Montevideo. 

4ª PARADA: MONTEVIDEO

Deixamos nossos amigos em Carrasco, e seguimos para o hotel pela Rambla - 22 Km de orla do Prata,  simplesmente linda. Visual fantástico do pôr-do-sol às 21:00 da noite. Nos hospedamos no IBIS, recém inaugurado e fomos jantar no restaurante Alto Palermo. Uma gracinha de lugar. Foi nele que tivemos o primeiro contato com o cardápio criollo. Comemos peixe com purê de papas e chivito (que nada mais é que um sanduíche aberto de picanha). cerveza Guilmes para acompanhar.

FOTO MB: LA RAMBLA - POCITOS
FOTO MB: LA RAMBLA - PUNTA GORDA - MONUMENTO NA PLAZA DE LA ARMADA

CANDOMBE: UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA NA RAMBLA

FOTO MB: A  TRADIÇÃO SE APRENDE EM CRIANÇA

Conheci o Candombe de maneira não intencional. Bastou ouvir ao longe tambores soando de forma inusitada (samba? maracatu?), que mudei o rumo naquela direção. A Rambla estava tomada e, sem cerimônia, acompanhei o grupo. Dançar candombe não é para leigos, mas, do meu jeito, me esbaldei!


FOTO MB: AS PERSONAGENS

Aprendi também que há três maneiras clássicas de Candombe (tipos de toque). Cada toque enfatiza um dos três tipos de tambor (o menor deles tem som agudo e se denomina "Chico"; o de tamanho médio chama-se "Repique" e o maior, de som mais grave, denomina-se "Piano"). Uma verdadeira aula sobre toques dos tambores encontrei aqui.

FOTO MB: OS TAMBORES 

Se o Candombe do Uruguai foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, foi por mim declarado o melhor momento em Montevideo!
Falei mais do  Candombe aqui

MAIS DE MONTEVIDEO

Nas proximidade da esquina da 18 de Julio com Ejido – Plaza do Palácio Municipal, está o Museo de Arte Precolombina e Colonial. Elegemos o centro velho para conhecer e o Mercado del Puerto para almoçar. Muito legal. Almoçamos parrilla, servida por um mozo (garçom) metido a falar português. Na parrilla vinha papas fritas, linguiça (chorizo), pollo (frango), picanha e outras coisas estranhas que eu não lembro o nome (intestino de boi, pênis de boi, miolo, rim, etc.). Juramos nunca mais comer parrilla enquanto durasse o calor. Um detalhe: em Montevideo é comum a cobrança de cobiertos (talheres, que também pode ser entendido como couvert). A cobrança é feita se você senta em lugares ao ar livre, ainda que só tome uma água ou um café.

FOTO MB: PLAZA INDEPENDENCIA COM O MAUSOLÉU DE  ARTIGAS, NO LIMITE DA CIDADE VELHA

No caminho entre o hotel e o Mercado del Puerto visitamos o Museo del Gaucho y de la Moneda, na Avenida 18 de Julio. Só o prédio, de 1896, valeu a visita. O acervo também é muito interessante. Visitamos a Cadetral, o Cabildo – onde satisfiz o desejo de viver no glamour do início do século XIX (só porque tirei uma foto com uma sombrinha de renda), cruzamos o portal do antigo forte na Plaza Independencia, Plaza Constitución e o Palácio Legislativo, a sede do Partido Blanco, etc. 

FOTO MB: MERCADO DEL PUERTO

Paramos para um café na La Passiva – uma rede de restaurantes/lanchonete local. Avistamos o teatro Solis, recém-aberto depois de uma restauração que durou quase uma década, após um incêndio. 

FOTO MB: OUTRO ANGULO DA PLAZA INDEPENDENCIA COM LA PUERTA DE LA CIDADELA (COLONIAL)

Depois do almoço fomos a Tres Cruces (um shopping – rodoviária – casa de câmbio) para comprar as passagens de ônibus para Colonia del Sacramento e de buquebus que nos levaria de Colonia para Buenos Aires pelo Rio de la Plata. Dirigir em Montevideo é igual ou pior que em Curitiba. Sabíamos que a Av. Itália cortava toda a cidade e que era por ela que deveríamos circular para ir do hotel (ao sul) até a rodoviária (centro) e depois para Carrasco (ao norte) para deixarmos o carro na casa da avó do nosso companheiro de viagem. De lá tomamos um táxi para Tres Cruces e embarcamos para Colonia. Um parêntese sobre os táxis no Uruguai: todos têm cabine para o motorista e estão caindo aos pedaços (nem todos). Você olha o valor registrado pelo taxímetro e lê o valor correspondente na tabela de conversão que está na “sua metade do táxi” e passa o dinheiro para o motorista por uma janelinha.

5ª PARADA: COLONIA DEL SACRAMENTO

Bom, três horas depois de embarcarmos em um ônibus interestadual em Montevideo, onde tinha gente saindo pela janela, chegamos à Colonia del Sacramento. Já falei dos CINCO MOTIVOS PARA VISITAR COLONIA, mas vou descrever um pouquinho a minha visita, que começou com o pé esquerdo, mas terminou muito bem!

Já era quase meia noite quando tomamos um táxi desde a rodoviária até o hotel (o trajeto foi de dois quarteirões), que havíamos localizado e reservado pela internet. Nas fotos, sem luxo porém simpático. Mas a realidade foi outra (hoje sei que em 2007 ele foi totalmente reformado)Não pensei duas vezes e saí correndo dali. Para onde? Não tínhamos plano B, mas ali eu não dormiria. Paramos na sorveteria e pedimos informações. Aliás, a noite de Colonia é bem movimentada. Tem gente circulando pelas ruas até de madrugada. A sorveteria mesmo só fechava às 2 da manhã. 

FOTO MB: PUXANDO MALINHA ATÉ O CAIS

Seguimos a indicação da dona da sorveteria e rumamos para o Hotel Italiano, na rua transversal, com nossas malas de rodinhas quebrando o silêncio da rua de calçamento colonial. Na manhã seguinte, um calor danado! Nunca bebi tanta água. 

FOTO MB: MUSEO CASA DE NACARELLO

Colonia tem calles e plazas com los nogales, casas e mais casas coloniais transformadas em museus – visitamos 7 dos 10 que tínhamos direto com o passe museu adquirido no museu do farol. Praças arborizadas e a Iglesia Matriz também é legal de se ver.
No final da tarde apanhamos as malas e fomos para o porto tomar o Buquebus que atravessaria o Rio de la Plata, nos levando à Buenos Aires. Demoramos três horas para chegar ao destino. Andava mais devagar que a Cantareira. 

FOTO MB: VISTA DO PRATA DESDE O FAROL

Na loja de passagens tinha fotos de um veículo que navega em alta  velocidade, mas parte direto de Montevideo. Pensamos que o nosso levaria algum tempo para acelerar. Afinal, uma coisa daquele tamanho não podia sair voando Prata adentro. Só que a coisa daquele tamanho não podia, não conseguia e acho mesmo que não queria navegar rápido. Ficamos três horas esperando a aceleração e, ao invés dela, o que vimos foi Buenos Aires se aproximando lentamente.

8.8.12

GIACOMETTI E A VISTA DO FORTE DE COPACABANA - ou um final de semana divertido e baratinho no Rio de Janeiro

A revista Traveler, voltada para o segmento de turismo de luxo, considerou a vista da Praia de Copacabana, a partir do 30º andar do Rio Othon Palace, “quase imbatível” por conta das janelas do Skylab. Nesse mês de agosto, segundo o Decolar.com, a diária pode chegar a R$ 1.098,00, ou seja, valor muito próximo de um voo de helicoptero com duração de 30 minutos sobre o litoral carioca.

Para mortais como eu, a vista da pedra do Forte de Copacabana basta. Além disso, o Rio também é um convite para caminhadas (sem trocadilho com Giacometti). Então, fazendo as contas rapidamente, um modesto mas divertido final de semana na Cidade Maravilhosa pode sair bem mais em conta. 


Vejamos:
passagem CWB - SD - CWB (R$ 297,00, na promo da Gol); Hospedagem na casa de amigos ou parentes, não tem preço; passeio de sábado inteiro pelo centro histórico (destaque para a Igreja N. S. do Pilar, que recém restaurada está lindíssima! - ingresso R$ 2,00); feijoada na Confeitaria Colombo (R$ 35,00); final de tarde no Aconchego Carioca - no Soho da Praça da Bandeira (eita imaginação d'O Globo!) com cerveja importada e uma porção de almofadinhas de tapioca (R$ 56,00); Lapa à noite (assim, assim, mas ainda pode ser divertido - R$ 45,00); caminhada pelo Jardim Botânico (R$ 6,00), Lagoa Rodrigo de Freitas e calçadão do Leblon à Ipanema, com uma passadinha no Bar da Praia na João Lira para admirar o mar e comer alguma coisinha (R$ 50,00); taxi do Leblon até o MAM (R$ 53,00), priorizando a orla, para ver a exposição do Giacometti (R$ 12,00); jantar no Arab da Lagoa, para conversar com os amigos e admirar o céu de lua cheia (R$ 132,00); uma água daqui, outra dali, um taxi dali outro de cá, vá lá reserve mais R$ 100,00.

PS: Esse roteiro foi feito nos dias 28 e 29 de julho de 2012. Se tiver R$ 1.000,00 sobrando, voe! 

10.4.12

TEOTIHUACAN: ONDE OS HOMENS SE TORNARAM DEUSES

Segundo a UNESCO, o sítio arqueológico de Teotihuacan corresponde a uma cidade de pelo menos 25.000 habitantes. Está 50km ao norte da Cidade do México, foi descoberto em 1854 por Batres e é o que mais sintetiza o México pré-colombiano (além do Museo de Antropologia, é claro).


FOTO MB: OS 160M DE ALTURA DA PIRÂMIDE DO SOL
Na Avenida da Morte, estão os monumentos sagrados descobertos até o momento: pirâmides do Sol, da Lua, de Quetzalcoatl (a serpente emplumada) e os Palácios de Quetzal, Yayahuala e outros.

FOTO MB: ÓI EU AQUI, DANDO TCHAUZINHO PARA O FOTÓGRAFO QUE ESTAVA NO TOPO DA PIRÂMIDE DO SOL

A arte dos Teotihuacanos era a mais desenvolvida entre as civilizações clássicas do México e parte disso ainda pode ser admirado observando o uso das cores, o revestimento impecavelmente liso das paredes, o sistema de drenagem e de ventilação dos aposentos.


FOTO MB: PERCEBE-SE MUITA COISA RESTAURADA (AINDA BEM!) PELO USO DE PEDRINHAS NAS JUNÇÕES DAS PEDRAS MAIORES

Cheguei lá da maneira mais fácil, ou seja, de van. De quebra, uma paradinha em San Luis Potosi para conhecer artesãos de pedras e aprender sobre os vários usos do agave (papiro, agulha e linha, mezcal, pulque e tequila).

FOTO MB: A MATÉRIA BRUTA DO MAIS BELO ARTESANATO CERTIFICADO DA REGIÃO - CAAAAAAAAAAARO!

Mezcal é uma delícia, mas decline do último gole. A larva de gusano (borboleta) - que fica dentro das garrafas para garantir a veracidade do teor alcoólico da bebida -, por regra local deve ser comida por quem tomá-lo. Indico Lajita - mezcal reposado 40%.

FOTO MB: ÓI MEU NOME ESCRITO NO AGAVE! DEPOIS É RETIRAR A FINA PELÍCULA E O PAPIRO ESTÁ PRONTO

20.3.12

CINCO MOTIVOS PARA CONHECER COYOACÁN, SAN ÁNGEL e GUADALUPE

Antes de mais nada é preciso falar de motivação. Depois de entender que México não é sinônimo de Cancún e que a Cidade do México vai além do modismo de La Condessa e La Roma, vale conhecer o charme dessas "locações cinematográficas" coloniais.

SAN ÁNGEL (MEU PREDILETO)

FOTO MB: CERRADA DE LA AMARGURA

1 - ruas estreitas com calçamento de pedras, casas, mansões e fazendas com muros colo-niais pintados com cores vivas; verde, flores, muitas flores!
2 - a Praça San Jacinto, com o famoso Bazar de Sábado repleto de obras de arte, artesanato e cerâmica de qualidade; 
3 - o ex-convento carmelita e igreja Del Carmem (hoje museu de arte colonial, com uma coleção de múmias) e a Igreja de San Jacinto e o seu altar barroco do século XVI;
4 - o considerado quarto melhor restaurante de comida típica no México (o San Angel Inn - em um antigo Convento Carmelita) e vários museus, incluindo o Museo Estudio Diego Rivera, que é pertinho do restaurante. Ao redor da Plaza del Carmen, na Amargura e na Madero tem cafés, bares e até bistrôs, com menos estrelas, mas muito interessantes, além de lojas e galerias de arte.
FOTO MB: CASA DEL O BISPO - CENTRO DE ARTE E JOIAS COM DESIGN

FOTO MB: TORRE DA IGLESIA DE SAN JACINTO

5 - único lugar onde vi ônibus com passageiros fazendo abastecimento em um posto de combustível.

COYOACÁN (O CENÁRIO DE FRIDA E O MERCADO)

1 - A cafeteria e o  jardim da Casa Azul - Museo Frida Kahlo;

FOTO MB: OS JARDINS DE FRIDA

FOTO MB
2 - “Con veras de mi corazón” - a coleção de ex-votos de Frida;
3 -  Jardim Centenário e a Igreja de São João Batista;
4- o mercado municipal, suas cores e sabores;

FOTO MB: AS PIÑATAS FORAM UMA TENTAÇÃO

5 - o Museu Nacional de Culturas Populares.

GUADALUPE

1 - conhecer a imagem original da Virgem Maria que apareceu no manto do índio Juan Diego, para quem a Virgem de Guadalupe, segundo a história, apareceu em 1531;

FOTO MB: O ANTIGO TEMPLO AFUNDADO


2 - conhecer a quarta e mais nova Basílica de Guadalupe e o Templo Expiatório a Cristo Rei (1749) e os demais predios do "Recinto Guadalupano";

FOTO MB: CARROCERIA DE CAMINHÃO DECORADA EM LOUVOR

3 - visitar a Capilla (1666) no alto do cerro del Tepeyac (onde Juan Diego recebeu as rosas para mostrar ao bispo Zumárraga como prova das aparições da Siempre Santa María de Virgen de Guadalupe)  e vislumbrar a Cidade;
FOTO MB: EL CERRITO


4 - tentar entender o que move os peregrinos que se vê caminhando pela estrada à noite, os ciclistas, carros e caminhões envolvidos nesta manifestação de fé que reune milhares de pessoas na Plaza de las Américas aos domingos;
FOTO MB: O IZTA

5 - admirar da Plaza de las Américas a imponência do Popocatépetl (5.450m) ativo e do Iztaccihuatl.

10.3.12

CITY TOUR CIDADE DO MÉXICO: RESERVE TEMPO... (parte 2)

Parece que só é possível circular à vontade em uma cidade quando não precisamos mais visitar as atrações turísticas. Como na Cidade do México TUDO pode ser uma atração, você estará "em casa" já na primeira viagem. Uma maneira de ter idéia do que estou falando é ir ao mirante no 44º andar da Torre Latinoamericana e observar a cidade como se estivesse no Arco do Triunfo em Paris.

FOTO MB: MONTAGEM COLONIAL/MODERNO/CIDADE DO MÉXICO/PARIS

Como a Torre é um dos poucos locais com visitação antes das 10 da manhã, no caminho você pode observar a arquitetura da Calle Madero sem a interferência do vai e vem das pessoas. Mas, o que faz essa rua de pedestre ser tão especial? Por exemplo, em um único quarteirão, a Casa dos Azulejos (o restaurante da Sonborns é precioso de ver, sem falar na loja de muito bom gosto); os biscoitos feitos e vendidos pelas irmãs do Convento de São Francisco de Assis, praticamente destruído, mas tendo preservada a fachada churrigue-resca (linda de morrer!);  a casa do Marquês de Jaral de Berrio (Palacio de Iturbide - construído com rochas vulcânicas vermelhas, o tezontle).
FOTO MB: MURAL ONISCIÊNCIA, DE OROZCO, NA ESCADA NA SONBORNS. OS AZULEJOS FORAM TRAZIDOS DA CHINA, NO SÉCULO XVIII
FOTO MB: EXPOSIÇÃO NIÑO DIOS - MENINO JESUS VESTIDO COMO UM ANJO - NO PÁTIO DA TORRE LATINOAMERICANA

Siga pela Alameda na direção do Belas Artes (fantástico espaço multicultural que abriga teatro, a sede da Sinfônica , o Balé Folclórico) e depois pela calle Donceles. Cruze a Plaza de Santa Veracruz e observe mais duas igrejas absolutamente tortas, afundando no chão. A sugestão é: perca-se por lá, pelo menos até o Passeo de la Reforma e, se for flamenguista como eu, vá até a igreja de San Hipólito e São Judas Tadeu.

FOTO MB: PASEO DE LA REFORMA E AV. HIDALGO - SAN HYPÓLITO

No caminho de volta, descubra a Plaza de Santo Domingo e sua Igreja (na verdade, uma capela do antigo monastério), o Palácio da Inquisição Espanhola - que hoje é a Escola de Medicina da UNAM -, e a arcada conhecida como Portal dos Evangelistas.

FOTO MB: NO MOSTEIRO

8.1.12

AQUILO QUE SÓ EXISTE EM BARCELONA


FOTO: MB - O FINAL DA RAMBLA

Com uma boa noite de sono a meu favor e após um café no Il Café di Francesco, o dia pode ser dedicado à Gaudí. São sete monumentos na cidade, declarados patrimonio mundial pela UNESCO: Parque Güell, Palácio Güell, Casa Milà (La Pedrera), Casa Vicens, Fachada da Natividade e cripta da Basílica da Sagrada Famíla, Casa Batlló e Cripta da Colónia Güell. Miró também deveria ser visto, mas no meu caso não havia tempo.

FOTO: MB - COTIDIANO EM BARCELONA - FILA PARA VISITAR LA PEDRERA E CONTAINERS NAS RUAS PARA O LIXO RECICLÁVEL

Caminhar pelo Passeig de Gracia* desde a Plaça Catalunya* é iniciar um roteiro que inclui, além de bancos, luminárias e lajotas assinadas por Gaudí, as Casas Batló e Milà. Esticando um pouquinho, dá para incluir a Casa Vincens e a Sagrada Família. Prepare-se para gastar mais de 60 euros em ingressos, além de filas e muita gente vendo a mesma coisa ao mesmo tempo.
  
FOTO: MB - CASA MILÁ - É BONITO PRA CARAMBA


Visitar a Basílica da Sagrada Família já vale a ida à Barcelona. É um lugar de detalhes e surpresas, que pode demandar horas, dias de descobertas e de observação. Se puder, vá!
 
FOTO MB; SAGRADA FAMILIA - A FLORESTA DE GAUDÍ
 
Chegar ao Parque Güel é uma aventura à parte, se você for como eu fui, utilizando o metro (Vallcarca) e entrando no Parque "pelos fundos", utilizando as escaleras mecanicas de la Baixada de la Gloria -encravado numa região residencial, as íngremes ladeiras de acesso ao Parque são entremeadas por escadas rolantes a céu aberto -; Adorei!
 
FOTO: MB -  BAIXADA DE LA GLORIA 

SERVIÇO:
Palau Güel - Carrer Nou de la Rambla, 3-5 - 10 euros
Casa Vincens - Calle les Carolines, 24 - não é possível visitar o interior
Casa Batló - P. Gràcia, 43 - 18 euros
Casa Milà - Calle Provença, 261-265, esquina com P. Gràcia - 14 euros
Sagrada Família - Calle Mallorca, 401 - 20 euros [visita guiada + audioguia + museu]. Vale a fila e o preço!
Parque Güel - Calle Olot, 7 - gratuito
Il Café di Francesco - Carrer de Provença, 245


FOTO: MB -  PARQUE GÜEL

OUTROS ROTEIROS DE ARTE E CULTURA

* em catalão

20.2.10

SALTA, LA LINDA!

Vou discordar daqueles que dizem que a primeira impressão é a que fica. Digo isso porque é o somatório das facetas dessa cidade simpática, de construções coloniais, musical e festeira, que imprime a sua marca. Exemplo: Desembarquei em Salta às 21:30hs, depois de um vôo de duas horas, que partiu do Aeroparque com atraso. Fim de dia? Que nada! Nessa hora, a Plaza 9 de Julio fervilha, de domingo a domingo, iluminada pelos prédios coloniais.


Foto: MB - Catedral Basílica
Porém, se eu tivesse chegado às três da tarde poderia jurar que o urânio da região tinha sofrido alguma reação desordenada e exterminado toda a população. Tudo porque a cidade efetivamente dorme até as 18 horas, inclusive os cafés, os museus, os restaurantes... Gente, a cidade fica mais vazia que Curitiba no carnaval! Calma, há pelo menos um oásis gastronômico, que só fecha depois das quatro: Tiempo Libre, Buenos Aires com Alvarado. Simples, mas honesto.


Foto: MB – A quietude da rua e os balcões
A siesta é um desafio para quem deseja visitar, em apenas dois dias, as belíssimas igrejas, os museus e ainda ir em busca de alpaca, prata, couro e rodocrocita, seja no Mercado Artesanal ou nas peatonais Florida e Alberdi. O outro desafio é assistir uma peña até altas horas e madrugar para conhecer a igreja do Convento de San Bernardo, que só abre as portas entre seis e oito da matina. Juro, fiz isso!


Foto: MB - o cartão postal da cidade - Igreja de San Francisco
Retomando. Contorne a Plaza e planeje seu roteiro depois de observar os (rígidos) horários de visitação. Fora o de Antropologia, todos os museus estão ali: de Arte Contemporânea; do Teatro Provincial (ex Cine Teatro Victoria); Histórico do Norte (Cabildo); de Arqueologia de Alta Montanha (com as crianças incaicas do vulcão Llullaiaco); Catedralítico (que fica na Catedral Basílica, que está na praça). Veja, no Cabildo fomos gentilmente convidados a continuar a visitação no dia seguinte, com o mesmo ingresso, pois passava do meio-dia...




Se decidir ignorar a siesta, boa opção é caminhar pelas ruas coloniais, observando os balcões espanhóis que embelezam muitas fachadas ou passear no Cerro San Bernardo e desfrutar a vista da cidade e do Valle de Lerma. A subida/descida pode ser feita por teleférico ou por meio de 1070 degraus, no meio da mata, a partir do Museu de Antropologia de Salta Dr. Leguizamón, próximo ao monumento Güemes.
Foto: MB – Detalhe do Convento de San Bernardo

As igrejas podem ser visitadas entre seis da tarde e oito ou nove da noite: Catedral Basílica, San Francisco (o cartão postal), San José, Candelaria de La Viña... E por falar em igrejas, vi cinco cortejos de recém-casados. O percurso até o local da festa incluía uma voltinha pela Plaza, com eventual paradinha para fotos. Além do buzinaço, das latinhas amarradas e das faixas de papel, a única diferença que observei foi na decoração dos carros dos noivos que, sem exceção, sustentavam no teto um enorme cisne de isopor.

LINKS DA MESMA VIAGEM:

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/03/de-san-salvador-de-jujuy-ate-purmamarca.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/02/enfim-cachi.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/03/humahuaca.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/03/purmamarca.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/02/o-noroeste-argentino-salta-e-jujuy.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/02/salta-da-musica-e-dos-sabores-regionais.html

http://lidoefeito.blogspot.com.br/2010/02/valles-calchaquies-o-caminho-para-cachi.html